Ouvi gritos, agoniantes, e me alarmei de imediato. Consegui encontrar uma porta, saindo para o que eu imaginei ser um corredor. Os gritos continuavam, avancei, deslizando a mão sobre a parede descascada, até encontrar outra porta, e detrás dela vinham os gritos, desesperados. Ouvi algumas vozes e risadas maquiavélicas, tratei de empurrar lentamente a madeira da porta, imaginei que fosse velha, a superfície enrugada e desgastada empurrava farpas contra meus dedos.
Outro grito ecoou, quando um relâmpago estourou do lado de fora e flagrei brevemente a silhueta de dois homens, e uma mulher ao chão. Avancei de imediato sobre eles, as cegas. Abracei o primeiro, empurrando-o contra a janela, os vidros estouraram, ele me empurrou para fora, senti a chuva me molhar, passei as mãos em volta e agarrei firme um caco de vidro, cravei-o com força no pescoço do desconhecido. Ele gritou como um porco, então ouvi seu corpo tombando. Ouvi passos se intensificando em minha direção, e quando senti o outro homem tocando meu ombro, acertei um tapa em sua face, e quando atordoou, girei-o em torno do meu corpo e o empurrei contra a janela quebrada, e de lá ele despencou.
Respirei fundo, ainda com a adrenalina aflorada. Agachei-me e encontrei a moça, pelos seus soluços e corpo trêmulo. "Está tudo bem" eu disse, abracei-a e a ergui. Com a mão ensanguentada, senti os pedaços daquela maldita casa rasgando o pouco que restava da minha pele enquanto eu a passava nas paredes me guiando em busca de uma saída. Logo, a chuva cobriu todo meu corpo, e o inferno ficaria para trás.
Outro grito ecoou, quando um relâmpago estourou do lado de fora e flagrei brevemente a silhueta de dois homens, e uma mulher ao chão. Avancei de imediato sobre eles, as cegas. Abracei o primeiro, empurrando-o contra a janela, os vidros estouraram, ele me empurrou para fora, senti a chuva me molhar, passei as mãos em volta e agarrei firme um caco de vidro, cravei-o com força no pescoço do desconhecido. Ele gritou como um porco, então ouvi seu corpo tombando. Ouvi passos se intensificando em minha direção, e quando senti o outro homem tocando meu ombro, acertei um tapa em sua face, e quando atordoou, girei-o em torno do meu corpo e o empurrei contra a janela quebrada, e de lá ele despencou.
Respirei fundo, ainda com a adrenalina aflorada. Agachei-me e encontrei a moça, pelos seus soluços e corpo trêmulo. "Está tudo bem" eu disse, abracei-a e a ergui. Com a mão ensanguentada, senti os pedaços daquela maldita casa rasgando o pouco que restava da minha pele enquanto eu a passava nas paredes me guiando em busca de uma saída. Logo, a chuva cobriu todo meu corpo, e o inferno ficaria para trás.