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Quem acompanha o blog desde o início sabe que já fiz este post sobre Into The Wild, porém como ele estava lá, perdido, decidi refazê-lo, mas adaptando para a nossa querida tag Cine & Book :D Então espero que gostem. Eu tenho o livro, o filme, até o cd da trilha sonora, de fato é uma história impressionante, quem conhece, curta e relembre, e quem ainda não conhece, se delicie e depois de ler, corre assistir ao filme LOL
Vamos lá!
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Cargas de dúvidas, repulsas, questões inquietantes. Algumas pessoas simplesmente se desprende disso tudo, traçam novos rumos em suas vidas, com o medo na retaguarda e uma ambição natural que transcende qualquer reflexão. Não é fácil compreender como algumas pessoas largam tudo, o cotidiano, a rotina, o materialismo (não total), e aventuram-se em uma vida "livre". Quando nos desprendemos de tudo, caímos no mundo, ficamos vulneráveis, mas será que pode ser mais vulnerável do que estar no mundo hardcore em que vivemos? Como eu disse, são muitas questões, e algumas delas serão triviais na vida de Christopher McCandless.
“Happiness only real when shared.”¹
Quando li Into The Wild (Na Natureza Selvagem), fiquei fascinado pela forma como Jon Krakauer apresentou a aventura do Chris. Não será spoiler se eu disse que ele morreu, pois é esse um dos pontos principais da história, portanto ele não teve a chance de contar como tudo realmente aconteceu, mas pelos relatos colhidos, fragmentos de textos e tudo o que esse jovem rapaz deixou para traz, podemos concluir que ele
desafiou-se, confrontou-se e acredito que em nenhum momento ele se arrependeu.
“The very basic core of a man's living spirit is his passion for adventure. The joy of life comes from our encounters with new experiences, and hence there is no greater joy than to have an endlessly changing horizon, for each day to have a new and different sun.”²
As palavras e frases, pensamentos deixados por ele no decorrer da viagem, não só mostram o êxtase que Alexander Supertramp (pseudônimo adotado por McCandless) ao ver o mundo da forma como ele queria, mas expõe a paixão que ele sentia pelo momento, pelo real carpe diem.
O livro apresenta-se como uma análise do caminho percorrido por McCandless, onde ele buscava chegar ao Alasca e lá passar um período em contato com a natureza e nada mais, com perspectivas a partir de todo o material salvo deixado por ele, pelas pessoas com quem ele cruzou nos seus anos de caminhada e da família.
“No longer to be poisoned by civilization he flees, and walks alone upon the land to become lost in the wild.”³
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Na Natureza Selvagem foi também produzido em filme, o que ficou especialmente lindo. Sean Penn dirigiu o filme e fez um ótimo trabalho. A fotografia é algo magnífico, muito bem elaborada, assim como o enredo, e arrisco dizer que foi a melhor atuação de Emile Hirsch, pois ele consegue expôr os possíveis sentimentos de Alex em todas as cenas, e de uma forma, uma riqueza tão imensa de detalhes, que deixa qualquer pessoa emocionada. A romantização da aventura de Supertramp foi bem elaborada, foi um produto para o cinema mas sem deturpar a história e tirar a sua essência, sabe? Manteve a intenção, expôs a alegria, as conexões, a solidão, os pensamentos, as dores, etc.
Gosto particularmente deste livro e desta pessoa que Christopher foi, pois sinto uma afinidade imensa com algumas palavras e sentimentos que ele deixou visíveis em cartas e mensagens durante sua viagem. Não que eu pense em largar tudo, mas as vezes sinto essa necessidade de me isolar, olhar além do horizonte. As leituras apresentadas na história, como Thoreau, London, são muito significantes para mim, meu tipo de leitura favorita, então creio que isto também tenha me atraído para conhecer a história deste jovem aventureiro.
Gosto particularmente deste livro e desta pessoa que Christopher foi, pois sinto uma afinidade imensa com algumas palavras e sentimentos que ele deixou visíveis em cartas e mensagens durante sua viagem. Não que eu pense em largar tudo, mas as vezes sinto essa necessidade de me isolar, olhar além do horizonte. As leituras apresentadas na história, como Thoreau, London, são muito significantes para mim, meu tipo de leitura favorita, então creio que isto também tenha me atraído para conhecer a história deste jovem aventureiro.
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| Cenas do filme Into The Wild |
Into the Wild é uma leitura e também um filme recomendadíssimo! É uma experiência para momentos em que tu precise se isolar, para momentos compartilhados, para momentos felizes e também aqueles pequenos momentos depressivos, traz um pouco de tudo.
Devo destacar também a trilha sonora, quase em sua totalidade composta por Eddie Vedder. O álbum é todo magnífico, as trilhas dão um sentimento mais intenso as cenas, e também a leitura, as letras são carregadas de uma interpretação sensível de todos os possíveis momentos experienciados e uma reflexão sobre a natureza, a vida, o destino.
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| Eddie Vedder e o diretor de Into The Wild, Sean Penn |
É isso pessoal, espero que tenham gostado e experimentem!
*¹²³ - Citações de Christopher McCandless




